quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Conhecendo o Boi de Mamão e seus personagens...

Não poderíamos deixar de apresentar aos pequenos um pouco de nossa cultura do Boi de Mamão, este que está presente em nosso NEI quase que diariamente na aulas de Educação Física da professora Adriana. Da porta da sala, ou em nosso berço com rodinhas, nossos bebês assistem as crianças maiores nas brincadeiras e dança do Boi, e já balbuciam algumas "palavras" fazendo referência a ele.  
Assim, trouxemos uma sacola com alguns personagens confeccionados artesanalmente pela professora para  proporcionar às crianças este contato inicial com as danças e brincadeiras da cultura açoriana.








Foi um momento muito gostoso e divertido, dançamos algumas músicas do Boi de Mamão, brincamos com os personagens e pudemos perceber que a Bernúncia é o personagem preferido, com sua boca que abre e fecha. 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Melecando" no Grupo 1

Como já comentamos em outras postagens, a exploração dos bebês é intensa e corporal, sempre que têm a oportunidade, é uma boa ideia colocar a mão no pote de sopa e espalhar tudo com muita alegria... Assim, "melecar" é uma das atividades a serem desenvolvidas com o grupo do berçário. 
Com o intuito de aprimorar o desenvolvimento do tato nos pequenos trouxemos como experiência a massa de modelar caseira. 







Eles tiveram as mais diversas reações, alguns preferiram não encostar na massinha, outros só encostaram com o incentivo das professoras, alguns já foram logo esmagando, levando de uma mão a outra e também levando à boca, tivemos aqueles que demonstraram interesse em mexer apenas no trigo.  Acreditamos que numa segunda experiência a desenvoltura será com mais detalhes e riqueza.
Cunha (2001) descreve sobre a importância destes momentos de exploração e desenvolvimento da linguagem gráfico-plástica no planejamento dos professores do berçário: 
É possível iniciar este processo, desde o berçário, em situações em que os educadores estruturem planejamentos visando a explorar os sentidos e a curiosidade dos bebês em relação ao mundo físico, tendo em vista que, neste período, os bebês descobrem o mundo através do seu próprio corpo e dos objetos com que eles têm possibilidades de interagir. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CUNHA, Suzana R. V. da. Pintando, bordando, rasgando, desenhando e melecando na educação infantil. In: CUNHA, Suzana R. V. da. Cor, som e movimento: a exploração plástica, musical e dramática no cotidiano da criança. Porto Alegre-RS: Mediação, 2001, p. 07-36.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Instrumentos Musicais


A música permeia a educação infantil e é importante para o desenvolvimento dos pequenos. Segundo Koellreutter (apud BRITO, 2003, P.26) “a música é um meio de ampliação da percepção para quebrar preconceitos”.   
Para Sergio Figueiredo¹ os professores da educação infantil podem e devem trabalhar com música, pois têm pleno conhecimento do desenvolvimento humano nessa faixa etária.
Nosso momento com o violão:





Todos os momentos de nosso cotidiano são permeados pela música, seja ela em canções cantadas pelas professoras, com gestos, entonações, no momento de descanso com canções de ninar, ou ainda nos aparelhos de som, com as mais diversas músicas infantis, de várias épocas, estilos. Ainda, sobre a musicalização dos bebês, destacamos Brito (2003):
Podemos dizer que o processo de musicalização dos bebês e crianças começa espontaneamente, de forma intuitiva, por meio do contato com toda a variedade de sons do cotidiano, incluindo aí a presença da música. Neste sentido, as cantigas de ninar, as canções de roda, as parlendas e todo o tipo de jogo musical têm grande importância, pois é por meio das interações que se estabelecem que os bebês desenvolvem um repertório que lhes permitirá comunicar-se pelos sons; os momentos de troca e comunicação sonoro-musicais favorecem o desenvolvimento afetivo e cognitivo, bem como a criação de vínculos fortes tanto com os adultos quanto com a música (BRITO, 2003, p.35).

Deste modo, favorecemos o contato das crianças com instrumentos musicais como violão, chocalhos, flautas, gaitas, e o que mais estiver ao nosso alcance e que possa enriquecer seus repertórios sonoro-musicais.

Referências Bibliográficas

BRITO, Teca Alencar de. Música na Educação Infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peirópolis, 2003.

¹Sergio Luiz Ferreira de Figueiredo é professor do Departamento de Música da Universidade do Estado de Santa Catarina

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Oficina de Interações - Plantando mudas de flores

Ontem foi dia de plantar mudas de flores em nossa Oficina de Interações. As Oficinas acontecem quinzenalmente e são planejadas em nossas reuniões pedagógicas e durante o mês por duas equipes formadas por profissionais do NEI. Assim, são pensadas vivências relacionadas a um tema, que contemplem todas as faixas etárias das crianças de nossa unidade.
Todos que estavam presentes no Grupo puderam sair e experimentar um pouquinho desta vivência que aconteceu em nosso anfiteatro. Para que pudéssemos realizar este momento de maneira adequada, saímos em pequenos grupos de 2 a 4 crianças.
Foi uma experiência muito boa e os pequenos adoraram mexer nas pedrinhas, na areia, serragem, água e plantar as mudas de flores coloridas.
Alguns tentavam levar à boca pedrinhas e areia, o que faz parte das descobertas neste período, outros ainda jogavam areia para cima, fazendo a maior sujeira! Estes momentos com o G1 baseiam-se principalmente na manipulação de diferentes materiais, neste caso, elementos da natureza.







segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Projeto: Educando com a Horta Escolar


Este é um projeto realizado com todos os grupos da unidade. Cada grupo possui seu próprio canteiro, onde as crianças semeiam, plantam mudas, regam e colhem os legumes e verduras cultivados por elas mesmas e que são consumidos em nossas refeições.
O Projeto da Horta tem proporcionado uma experiência muito nova para os pequenos do grupo 1. Tocar na areia, sujar as mãos, pegar as mudas delicadamente para replantá-las, cada detalhe tráz sensações diferentes e completamente novas para os pequenos que expressam as mais diversas reações, alguns querem limpar as mãos imediatamente, outros já se sentem a vontade para se sujar ainda mais, alguns se sentem inseguros pelo ambiente novo, outros já desejam explorar tudo, correr, pegar pedrinhas. Das poucas vezes que pudemos visitar o canteiro, vivenciamos momentos muito ricos e interessantes.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cesta das Novidades - Saquinhos com aromas


Uma das propostas do G1 é a cesta da novidade, onde trazemos para os pequenos materiais diversos e que eles podem ter ou não contato em seu dia dia. Numa tarde trouxemos os saquinhos dos cheiros (feitos de tecido, dentro: algodão e o cheiro; tais como Alfazema, café, anis, cravo, canela, manjericão, erva doce, orégano, camomila).
Sentamos e fomos conversando e mostrando como fazer para sentir o cheiro, alguns logo entenderam e começaram a pegar os saquinhos, quando gostavam do cheiro, levavam direto a boca e quando não gostavam geralmente jogavam no chão.



Alguns dias depois realizamos novamente a proposta no período da manhã e as crianças já sabiam exatamente como lidar com aquele material, inclusive oferecendo às professoras para que o cheirassem.
Após nossa experiência, utilizamos nossos saquinhos para construir um móbile olfativo, além de estimular esse sentido nas crianças deixa um agradável cheiro na sala.





segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tapete de Sensações


Confeccionamos para o grupo um tapete de sensações utilizando uma variedade de materiais, como: Cds, plumas, plásticos coloridos, feltro, renda, pelúcia. Enfim, são diversas texturas, cores e até mesmo sons que as crianças exploram em contato com este material.


O bebê inicia suas experiências com o mundo por meio das relações que se estabelece a sua volta e principalmente pelo seu corpo, instrumento que está em constante descobrimento e que ele utiliza diretamente para descobrir o mundo. De acordo com Cisz (2010):

A criança começa a explorar seu corpo nos primeiros meses de vida. O corpo é verdadeiramente o órgão da aprendizagem, é a estrutura orgânica que serve de suporte para a aprendizagem. Todo o aprendizado passa pelo corpo. Ele é responsável pela captação das informações e pelo registro dessas informações. As crianças vão descobrindo o mundo e as pessoas a partir do contato físico e das suas ações. É importante encorajar as crianças a vivenciarem, a sentirem e a entenderem sua corporeidade numa constante relação com o meio e com o mundo. Por meio do corpo, ela percebe os sentidos, capta, recebe os sons, sente os cheiros e sabores. (CISZ, 2010)

É comum levarem objetos à boca, tocar e pegar tudo o que encontram. No espaço do NEI é nosso papel favorecer estas experiências, explorações de maneira segura e adequada para os bebês.



Nossa vivência com o tapete das sensações foi muito intensa, todos queriam conhecer aquela novidade, espremendo-se para chegar mais perto, tocar, puxar, deitar, colocar a boca e morder algumas partes.

Referências Bibliográficas


CISZ, Bernadete Wolff. A Criança e o seu Corpo. 2010. Disponível em: http://www.zigzigzaa.com.br/espaco-da-pedagoga/a-crianca-e-seu-o-corpo/ (Acesso em 31/07/2012)